Espumas Flutuantes foi o único livro publicado em vida por Castro Alves. Lançado no final de 1870, poucos meses antes de sua morte, abrange parte importante da sua produção lírica. O livro reúne textos de caráter épico-social, de amor, descritivos e traduções que revelam as influências do autor. Traça, assim, um quadro geral da lírica do poeta, como se quisesse mostrar todas as possibilidades de sua poética, documentando sua percepção do mundo e da época em que vive. Apenas os poemas abolicionistas, pelos quais o poeta se tornou tão conhecido, não constam do volume, pois esavam destinados ao volume Os Escravos, que o poeta vinha organizando e não chegou a publicar inteiro antes de morrer.
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Resumo e Análise - O Bom Crioulo
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RESUMO
Na calmaria do mar os marinheiros se enfileiravam para ver o castigo que três deles receberiam devido a infrações dentro do navio. Entre eles estava Amaro, o bom crioulo. Era um negro forte, ex-escravo fugido, metia medo nos companheiros. Entrara pra marinha e se destacava, por muito tempo sonhou navegar e agora ali estava em uma embarcação. Recebeu como punição algumas chibatadas que agüentou com dureza.
Na calmaria do mar os marinheiros se enfileiravam para ver o castigo que três deles receberiam devido a infrações dentro do navio. Entre eles estava Amaro, o bom crioulo. Era um negro forte, ex-escravo fugido, metia medo nos companheiros. Entrara pra marinha e se destacava, por muito tempo sonhou navegar e agora ali estava em uma embarcação. Recebeu como punição algumas chibatadas que agüentou com dureza.
Resumo - A Capital Federal
Marcadores: A Capital Federal, UEL
Quando eu morrer, não deixarei meu pobre nome ligado a nenhum livro, ninguém citará um verso meu, uma frase que me saísse do cérebro; mas com certeza hão de dizer: "Ele amava o teatro", e este epitáfio moral é bastante, creiam, para a minha bem-aventurança eterna.
Arthur Azevedo - 1903
Arthur Azevedo - 1903
Resumo - A Confissão de Lúcio
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Análise da obra
Esta obra foi considerada por José Régio como a obra-prima de entre as novelas de Sá Carneiro, onde estão presentes três de suas obsessões dominantes: o suicídio, o amor pervertido e o anormal avançando até a loucura.
Nesta obra, ao incitar seus personagens na busca de uma transcendência distorcida, Sá-Carneiro cria uma atmosfera de exacerbado lirismo. Capaz de acrescentar um prazeroso sabor ao narrar o inarrável, mesmo no leitor que possui poucas fibras de sensibilidade ele é capaz de produzir um turbilhão interior próximo ao palpitar acelerado do coração quando em êxtase.
Esta obra foi considerada por José Régio como a obra-prima de entre as novelas de Sá Carneiro, onde estão presentes três de suas obsessões dominantes: o suicídio, o amor pervertido e o anormal avançando até a loucura.
Nesta obra, ao incitar seus personagens na busca de uma transcendência distorcida, Sá-Carneiro cria uma atmosfera de exacerbado lirismo. Capaz de acrescentar um prazeroso sabor ao narrar o inarrável, mesmo no leitor que possui poucas fibras de sensibilidade ele é capaz de produzir um turbilhão interior próximo ao palpitar acelerado do coração quando em êxtase.
Resumo - Contos Gauchescos
Marcadores: Contos Gauchescos, UEL
O livro é composto por dezenove contos e neles percebemos as qualidades do narrador e paralelamente, os seus limites. Dois traços tornam-se nítidos:
a fixação do mundo gauchesco;
a oralidade e o regionalismo da linguagem.
Para isso, muito vale a estratagema do escritor, cedendo a palavra ao vaqueano Blau Nunes.
a fixação do mundo gauchesco;
a oralidade e o regionalismo da linguagem.
Para isso, muito vale a estratagema do escritor, cedendo a palavra ao vaqueano Blau Nunes.
Resumo - A teus pés
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A Teus Pés, de 1982, é o último livro de Ana Cristina César, e único publicado por editora, reune os três livros anteriores de edição independente: Luvas de Pelica, Correspondência Completa e Cenas de Abril. Retrata com dor e elegância as vivências urbanas e as impressões cotidianas de uma poeta ao mesmo tempo densa e delicada.
Nesta obra, além de utilizar formas que nos remetem a escritas “íntimas”, a autora ousa mais, fragmenta mais, como se fizesse uma verdadeira colagem cifrada de frases vindas de diversos lugares.
O que se tem no fim são textos aparentemente desconexos, cheios de saltos, de versos que parecem não se encaixar. E muita coisa ainda com cara de diário, de correspondência. Resultado: a impressão de que há segredos escondidos nas entrelinhas, símbolos a serem decifrados, silêncios que suspendem o entendimento e aguçam a curiosidade: o que ela está querendo dizer? Entretanto, parece não ser bem essa a pergunta a ser feita. Segundo Ana Cristina, não se trata de fazer uma literatura de entrelinhas. Esses vazios, saltos, silêncios, espaços em branco seriam o que ela define como o “não-dito” do texto literário, algo que difere bastante do que usualmente se entende por “entrelinha”. Acompanhemos Ana Cristina:
Deve-se destacar que, na “poesia marginal” dos anos 70, a autora atualiza dois gêneros usualmente considerados literatura menor: a carta e o diário. Resgata, dessa forma, não só o coloquialismo da linguagem, mas também a profunda interação entre o sujeito lírico e seu leitor implícito. Tal preocupação pode ser observada nesta obra.
A forma de dizer desdizendo, que é, em última instância, uma forma de manipular a linguagem, nos chama a atenção nos textos de Ana Cristina, como neste que abre A teus pés:
Misto de poesia e prosa, um primeiro olhar sobre os textos presentes nesta obra já indica ao leitor que este não está diante de produções que pretendam se ater aos procedimentos da lírica tradicional. Pelo contrário, os textos objetivam redimensionar a produção poética por meio da desconstrução e da reconstrução do cotidiano – transfigurado em literatura – e das formas tradicionais da poesia – pulverizadas em textos que recriam gêneros literários, como já citado.
Na poesia de Ana Cristina César, a tentativa de apreender a fragmentação do sujeito lírico por meio de instantâneos do cotidiano se apresenta como mecanismo de criação de uma grande proximidade entre autora e leitor, uma vez que tenta inserir este último em uma atmosfera de intimidade, a partir da apresentação de acontecimentos que supostamente têm relação direta com a vida daquela que escreve. A exposição do eu não se dá apenas em termos de emoções, sentimentos ou aspirações pessoais, mas constitui procedimento para a escrita literária, em poemas nos quais, reflexivamente, problematiza-se a própria inserção de aspectos pessoais na poesia.
Inserida em seu contexto, a autora também se vê às voltas com a problemática do texto confessional, da autobiografia inscrita nos limites entre a confissão e a literatura”, e faz dos acontecimentos cotidianos e corriqueiros sua principal matéria poética, seu principal ponto de partida para a compreensão da existência e da própria poesia.
Outro poema da obra:
Casablanca
Te acalma, minha loucura!
Veste galochas nos teus cílios tontos e habitados!
Este som de serra de afiar facas
não chegará nem perto do teu canteiro de taquicardías...
Estas molas a gemer no quarto ao lado
Roberto Carlos a gemer nas curvas da Bahia
O cheiro inebriante dos cabelos na fila em frente no cinema...
As chaminés espumam pros meus olhos
As hélices do adeus despertam pros meus olhos
Os tamancos e os sinos me acordam depressa na
madrugada feita de binóculos de gávea
e chuveirinhos de bidê que escuto rígida nos lençóis de pano.
Fonte: http://www.passeiweb.com
Nesta obra, além de utilizar formas que nos remetem a escritas “íntimas”, a autora ousa mais, fragmenta mais, como se fizesse uma verdadeira colagem cifrada de frases vindas de diversos lugares.
O que se tem no fim são textos aparentemente desconexos, cheios de saltos, de versos que parecem não se encaixar. E muita coisa ainda com cara de diário, de correspondência. Resultado: a impressão de que há segredos escondidos nas entrelinhas, símbolos a serem decifrados, silêncios que suspendem o entendimento e aguçam a curiosidade: o que ela está querendo dizer? Entretanto, parece não ser bem essa a pergunta a ser feita. Segundo Ana Cristina, não se trata de fazer uma literatura de entrelinhas. Esses vazios, saltos, silêncios, espaços em branco seriam o que ela define como o “não-dito” do texto literário, algo que difere bastante do que usualmente se entende por “entrelinha”. Acompanhemos Ana Cristina:
“A entrelinha quer dizer: tem aqui escrito uma coisa, tem aqui escrito outra, e o autor está insinuando uma terceira. Não tem insinuação nenhuma, não. (...) Eu acho que, no meu texto e acho que em poesia, em geral, não existe entrelinha. (...) Existe a linha mesmo, o verso mesmo. O que é uma entrelinha? Você está buscando o quê? O que não está ali?”.(16)
Deve-se destacar que, na “poesia marginal” dos anos 70, a autora atualiza dois gêneros usualmente considerados literatura menor: a carta e o diário. Resgata, dessa forma, não só o coloquialismo da linguagem, mas também a profunda interação entre o sujeito lírico e seu leitor implícito. Tal preocupação pode ser observada nesta obra.
A forma de dizer desdizendo, que é, em última instância, uma forma de manipular a linguagem, nos chama a atenção nos textos de Ana Cristina, como neste que abre A teus pés:
Trilha sonora ao fundo (...)
Agora silêncio
(...)
Eu tenho uma idéia.
Eu não tenho a menor idéia.
(...)
Muito sentimental.
Agora pouco sentimental.
(...)
Esta é a minha vida.
Atravessa a ponte. (CESAR, 1998a, p.35)
Misto de poesia e prosa, um primeiro olhar sobre os textos presentes nesta obra já indica ao leitor que este não está diante de produções que pretendam se ater aos procedimentos da lírica tradicional. Pelo contrário, os textos objetivam redimensionar a produção poética por meio da desconstrução e da reconstrução do cotidiano – transfigurado em literatura – e das formas tradicionais da poesia – pulverizadas em textos que recriam gêneros literários, como já citado.
Na poesia de Ana Cristina César, a tentativa de apreender a fragmentação do sujeito lírico por meio de instantâneos do cotidiano se apresenta como mecanismo de criação de uma grande proximidade entre autora e leitor, uma vez que tenta inserir este último em uma atmosfera de intimidade, a partir da apresentação de acontecimentos que supostamente têm relação direta com a vida daquela que escreve. A exposição do eu não se dá apenas em termos de emoções, sentimentos ou aspirações pessoais, mas constitui procedimento para a escrita literária, em poemas nos quais, reflexivamente, problematiza-se a própria inserção de aspectos pessoais na poesia.
Inserida em seu contexto, a autora também se vê às voltas com a problemática do texto confessional, da autobiografia inscrita nos limites entre a confissão e a literatura”, e faz dos acontecimentos cotidianos e corriqueiros sua principal matéria poética, seu principal ponto de partida para a compreensão da existência e da própria poesia.
Outro poema da obra:
Casablanca
Te acalma, minha loucura!
Veste galochas nos teus cílios tontos e habitados!
Este som de serra de afiar facas
não chegará nem perto do teu canteiro de taquicardías...
Estas molas a gemer no quarto ao lado
Roberto Carlos a gemer nas curvas da Bahia
O cheiro inebriante dos cabelos na fila em frente no cinema...
As chaminés espumam pros meus olhos
As hélices do adeus despertam pros meus olhos
Os tamancos e os sinos me acordam depressa na
madrugada feita de binóculos de gávea
e chuveirinhos de bidê que escuto rígida nos lençóis de pano.
Fonte: http://www.passeiweb.com
Resumo - Cidade de Deus
Marcadores: Cidade de Deus, UEL
Personagens
'Cidade de Deus' envolve grande número de personagens. Os protagonistas se sucedem de acordo com o sucessivo e interminável número de mortes. Diante dessa característica, toda a trama é protagonizada principalmente pela própria Cidade de Deus. Por isso destacaremos somente os três principais, até porque o perfil descritivo da maioria dos protagonista se assemelha com o deles:
'Cidade de Deus' envolve grande número de personagens. Os protagonistas se sucedem de acordo com o sucessivo e interminável número de mortes. Diante dessa característica, toda a trama é protagonizada principalmente pela própria Cidade de Deus. Por isso destacaremos somente os três principais, até porque o perfil descritivo da maioria dos protagonista se assemelha com o deles:
Resumo (Análise) - O Outro pé da Sereia
Marcadores: O Outro Pé da Sereia, UEL
Introdução
A África foi, por muito tempo, representada no imaginário do homem ocidental como um continente misterioso, mítico, vasto e bárbaro. Essa imagem, construída a partir de uma ótica eurocêntrica, tem sido perpetuada não apenas na literatura, e na mídia em geral, como também nos bancos escolares. A hegemonia do sujeito branco e ocidental formulou imagens de um “outro” africano que se opõe à imagem que tinha de si mesmo. Essas representações não foram elaboradas em um processo de mão única. Os africanos, evidentemente, também elaboraram suas
interpretações e significações para o que vivenciavam ao entrar em contato com os europeus. A antinomia identidade/alteridade está, portanto, pautada em representações recíprocas, em que a troca de olhares sobre o outro e sobre a própria identidade é um instrumento dinâmico, em constante ressignificação e com múltiplas variáveis.
A África foi, por muito tempo, representada no imaginário do homem ocidental como um continente misterioso, mítico, vasto e bárbaro. Essa imagem, construída a partir de uma ótica eurocêntrica, tem sido perpetuada não apenas na literatura, e na mídia em geral, como também nos bancos escolares. A hegemonia do sujeito branco e ocidental formulou imagens de um “outro” africano que se opõe à imagem que tinha de si mesmo. Essas representações não foram elaboradas em um processo de mão única. Os africanos, evidentemente, também elaboraram suas
interpretações e significações para o que vivenciavam ao entrar em contato com os europeus. A antinomia identidade/alteridade está, portanto, pautada em representações recíprocas, em que a troca de olhares sobre o outro e sobre a própria identidade é um instrumento dinâmico, em constante ressignificação e com múltiplas variáveis.
Lista de Livros da UEL - Vestibular de 2011 e 2012
Marcadores: UEL
Segue abaixo a lista de livros para quem está se preparando para a UEL, lembrando que esta lista serve tanto para o Vestibular de 2011 quanto de 2012.
- Poesias Selecionadas - Gregório de Matos
- Espumas Flutuantes - Castro Alves
- Bom-Crioulo - Adolfo Caminha
- A Capital Federal - Artur Azevedo
- A Confissão de Lúcio - Mario de Sá-Carneiro
- Contos Gauchescos - João Simões Lopes Neto
- A Teus Pés - Ana Cristina César
- Cidade de Deus - Paulo Lins
- O Outro Pé da Sereia - Mia Couto
A UEL tinha divulgado ainda Falso Mar, Falso Mundo, da Raquel de Queirós, porém, este livro foi retirado da lista já que se encontra esgotado. Para quem irá prestar o vestibular em 2012, o livro retirado da lista será substituido por outro, ainda a ser anunciado.
Infelizmente nenhum livro que consta nesta lista se econtra nas listas da UFPR e UEPG, deveria haver uma integração maior entre os vestibulares para facilitar mais a vida dos vestibulandos, já que geralmente a lista de livros é extensa.
- Poesias Selecionadas - Gregório de Matos
- Espumas Flutuantes - Castro Alves
- Bom-Crioulo - Adolfo Caminha
- A Capital Federal - Artur Azevedo
- A Confissão de Lúcio - Mario de Sá-Carneiro
- Contos Gauchescos - João Simões Lopes Neto
- A Teus Pés - Ana Cristina César
- Cidade de Deus - Paulo Lins
- O Outro Pé da Sereia - Mia Couto
A UEL tinha divulgado ainda Falso Mar, Falso Mundo, da Raquel de Queirós, porém, este livro foi retirado da lista já que se encontra esgotado. Para quem irá prestar o vestibular em 2012, o livro retirado da lista será substituido por outro, ainda a ser anunciado.
Infelizmente nenhum livro que consta nesta lista se econtra nas listas da UFPR e UEPG, deveria haver uma integração maior entre os vestibulares para facilitar mais a vida dos vestibulandos, já que geralmente a lista de livros é extensa.
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