Vem de longe a formação literária de Nélida Piñon. Já nos idos de 1979, há mais de 20 anos, ao ser entrevistada pela Revista Brasileira de Língua e Literatura, por nós dirigida, dizia aos seus entrevistadores ser muito difícil detectar as suas próprias origens, decifrar o seu próprio enigma. Isso porque, tocando nesse enigma, ela põe o dedo no mistério da criação e descobre a existência da palavra perdida ou escondida. E logo acrescenta que a sua vocação desabrochou quando descobriu a existência (e a importância!) dessa palavra recôndita. A linguagem oficial, diretamente colhida no registro do dicionário, obriga-nos a pensar dentro do Código.
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